"Como aplicar placas cerâmicas em residências e comércios".
Quem pensa em adquirir qualidade, beleza e conforto com o assentamento de placas cerâmicas em residências, comércios etc., precisa estar atento a cuidados que o técnico ceramistas Carlos Alberto Arthur, associado à Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica – ANFACER passa a relatar.
Ele diz que há 20 anos o processo de produção de placas cerâmicas era bem diferente do utilizado hoje. Só para se ter uma idéia, as placas passavam três dias queimando no forno a lenha e isso sem o esmalte! Sem contar que este processo agredia o meio ambiente com a emissão de fluoreto prejudicando as plantações, camada de ozônio e o meio ambiente como um todo. Chumbo era utilizado na composição do esmalte e era queimado no gás GLP.
Atualmente o processo é bem diferente. A base leva, em média, vinte e seis minutos de queima a uma temperatura de 1.200º e oitenta peças entram por minuto no forno. Todo o processo leva uma hora da prensagem até a queima das placas. O fluoreto passa por processo de purificação de emissão de gases para depois ser liberado. Isto explica porque o Brasil se coloca hoje na 4ª posição mundial de fabricação de placas cerâmicas.
E quando estas placas chegam até o consumidor final para serem assentadas muito cuidados precisam ser tomados para que o resultado seja satisfatório para quem as adquiriu...
Veja por que:
1º - O contra piso precisa ter cura (secagem) superior a 20 dias no inverno e quinze no verão;
2º - Antes de começar a assentar as placas cerâmicas monte um painel de 2m² do piso e olhe a uma distancia de aproximadamente 1,5m para averiguar se há diferença de tonalidade e/ou defeitos aparentes. Se houver alguma anormalidade superior a 5% do total dos metros adquiridos oriente seu cliente a procurar a revenda. Se inferior ou igual ao percentual indicado, separe as peças para utilizar nos arremates, pois a Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT diz que este percentual é aceitável.
3º - O rejunte só deve ser aplicado após 72h00 do assentamento das placas cerâmicas;
4º - Terminado a obra proceda à limpeza com produtos específicos (procure na revenda o indicado). Produtos químicos atacam o piso apresentando manchas posteriores.
5º - Proteja a obra e só libere o tráfego após o rejuntamento. O pior inimigo do riscado pode ser a própria obra.
6º - Deixe espaço máximo de 5mm entre as placas cerâmicas. Dessa forma, evita-se a deformidade do piso quando ocorre a expansão natural do produto.
7º - Manchas provenientes de absorção dàgua não caracterizam defeito do produto.
8º - Quando ocorrem manchas, deve-se observar se há falha no rejunte e/ou infiltração interna.
9º - Quando não há expansão natural entre placas e esmalte acontece minúsculos riscos nas placas (fissuras) a isto, sim, caracteriza defeito da peça.
10º - Riscos não são defeitos de fábrica.
11º - *PEI atesta a qualidade da camada de esmalte. Por exemplo: PEI 3 para médio tráfego e PEI 5 para alto tráfego
12º - As placas para revestir paredes não carecem de classificação de PEI.
*Instituto de Esmalte para Porcelana. Não confunda PEI com qualidade da cerâmica. Esta é apenas uma de suas características. O responsável pela certificação de qualidade das placas cerâmicas é o CCB/INMETRO.
Ligue (98)3212 9900